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Ginecologia Psicossomática, Ginecologia Emocional ou Psicoginecologia

Já passou por sua cabeça que a quarentena provocada pela Pandemia do Covid-19 pode mudar seu padrão menstrual? Quem nunca ouviu um relato de alguém que passou por uma situação de estresse (casamento, prova de concurso, cirurgia ou luto em família) e menstruou antes da data esperada? Ou mesmo ficou sem menstruar por alguns meses?

Hipócrates, estudioso grego considerado o pai da medicina, já no séc IV a.C., apontava uma relação entre corpo, mente e ambiente. Sua teoria, baseava-se nas proporções dos quatro humores corporais (sangue, fleugma, bílis amarela e bílis negra), que levariam a estados de equilíbrio (eucrasia) ou de doença e dor (discrasia). Hoje, sabemos que o Sistema Límbico, porção do cérebro ligada às emoções, está também ligado ao eixo neuroendócrino (regulador de hormônios) e neurovegetativo (regulador de funções da vida vegetativa, involuntárias, como a circulação do sangue, respiração, digestão). Cada vez mais estudos mostram a importância da atuação emocional nas doenças somáticas, seja por interferência direta no sistema neurológico, seja modificando as barreiras imunes do organismo, nos convidando a ter visão mais holística a respeito da natureza feminina.  

A questão emocional é o fator causal, facilitador ou potencializador de inúmeras doenças ginecológicas: sangramento uterino anormal (aumento do volume ou duração da menstruação) ou mesmo falhas na menstruação (não desce); dismenorreias graves (cólicas menstruais); síndrome pré menstrual; galactorréia (saída de leite pelas mamas); síndrome dos ovários policísticos; dor pélvica crônica (dor em baixo ventre por mais de seis meses); endometriose; candidiases e vaginoses de repetição; crises de herpes genital; lesões decorrentes de HPV; líquen escleroso; infertilidade sem causa aparente; vulvodinea (dor na vulva que compromete as atividades diárias ou o desempenho sexual); vaginismo (contração exagerada da musculatura perineal que pode chegar a impedir o intercurso sexual); distúrbios da libido ou do orgasmo; sintomas relacionados a menopausa (distúrbios do sono, labilidade humoral, irritabilidade e fogachos). A manifestação é ginecológica, mas a doença pode estar na cabeça!

Nesse momento, é importante que você exercite o amor próprio, autoestima e a autoconfiança. Cuide do seu corpo, mente, coração e alma! Valorize sua rotina (arrume-se mesmo para o home office); pratique atividades físicas (em casa mesmo, podemos descobrir uma infinidade de possibilidades); tome sol (aquele que bate dentro de casa e, se necessário, suplemente vitamina D); alimente-se de forma saudável (mesmo que as tentações alimentares em casa, a geladeira acessível e entregas sejam muito tentadoras).

Mantenha sua sanidade mental e tente criar planos positivos, para serem aplicados a curto e médio prazo. Pense sobre sua vida, sua família e prioridades, estude (livros, curso, blogs), mentalize de forma positiva seu retorno após a quarentena para não se perder em discursos vitimistas. Dê o melhor de si mesmo. Alguns dias serão melhores outros, nem tanto. Será um período de amadurecimento.

Se você se identificou com alguma dessas situações, procure uma equipe multiprofissional, envolvendo ginecologia, psicoterapia, fisioterapia, nutrição e educação física para atendê-la da melhor forma. Cuide-se!

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Dra. Lidyane Gomide
Médica – CRMGO 14463
Ginecologia e Obstetrícia RQE 8560 / TEGO 0229/2017
Endoscopia Ginecológica RQE 9169

Photo by Anthony Tran on Unsplash

7 de junho de 2020
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